Metotrexato e leflunomida ainda têm seu lugar no tratamento da artrite reumatoide?
Resumo
Metotrexato e leflunomida continuam a exercer papel central no manejo contemporâneo da artrite reumatoide, apesar da expansão acelerada dos agentes biológicos e dos inibidores da Janus quinase. Quando usados segundo a estratégia treat-to-target cerca de 50-60% dos pacientes com artrite reumatoide inicial atingem remissão ou baixa atividade, conforme demonstrado em diversos estudos. Para além da sinovite, o metotrexato reduz em cerca de 40% a mortalidade geral e em até 30% os eventos cardiovasculares, sem aumentar o risco de doença pulmonar intersticial crônica. A leflunomida apresenta eficácia clínica e radiográfica equivalente ao metotrexato, segundo ensaios head-to-head e revisões sistemáticas. Quando combinada com os anti-TNF, controla a doença tão bem quanto metotrexato + anti-TNF. Metanálises recentes confirmam que associar metotrexato ou leflunomida a um biológico supera a monoterapia biológica em resposta clínica e remissão. Consequentemente, o metotrexato permanece o fármaco inicial de escolha; a leflunomida é alternativa válida quando o metotrexato é contraindicado ou intolerável, mantendo vantagens de custo e conveniência.
Unitermos
Metotrexato; leflunomida; artrite reumatoide; biológicos, inibidores da Janus quinase.Correspondência: Dawton Torigoe, e-mail: [email protected].
Como citar este artigo: Torigoe D. Metotrexato e leflunomida ainda têm seu lugar no tratamento da artrite reumatoide? Rev Paul Reumatol. 2025 jan-mar;24(1):19-25. DOI: https://doi.org/10.46833/reumatologiasp.2025.24.1.19-25.
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