Treat-to-target na osteoporose: princípios e aplicações na prática clínica
Resumo
O treat-to-target (T2T) na osteoporose emerge como uma estratégia moderna que desloca o foco do simples aumento da densidade mineral óssea para o alcance de metas clínicas bem definidas, principalmente a redução sustentada do risco de fraturas. A abordagem consiste em estabelecer objetivos terapêuticos individualizados — geralmente expressos por um T-score alvo e pela ausência de novas fraturas — e monitorar o progresso em intervalos regulares, ajustando o tratamento sempre que a resposta for inadequada. Diversas sociedades internacionais, incluindo The American Society for Bone and Mineral Research (ASBMR), International Osteoporosis Foundation (IOF) e European Society for Clinical and Economic Aspects of Osteoporosis, Osteoarthritis and Musculoskeletal Diseases (ESCEO), reforçam que o T2T melhora a precisão terapêutica ao integrar estratificação de risco, escolha racional de fármacos (antirreabsortivos ou anabólicos) e transições adequadas entre eles. O método exige reavaliação estruturada, preferencialmente a cada 12–24 meses, e incorpora critérios de resposta que distinguem evolução adequada, parcial ou falha terapêutica. Além disso, o T2T orienta a seleção sequencial de agentes, destacando a necessidade de consolidação após terapias anabólicas e prevenção de rebote pós-denosumabe. Esta revisão sintetiza os princípios fundamentais do T2T e apresenta recomendações práticas para sua implementação, fornecendo ao reumatologista uma ferramenta objetiva para otimizar a prevenção de fraturas na prática clínica.
Unitermos
Osteoporose; treat-to-target; metas terapêuticas; densidade mineral óssea; anabólicos; antirreabsortivos.Correspondência: Pedro Paulo de Alcântara Pedro, e-mail: [email protected].
Como citar este artigo: Pedro PPA. Treat-to-target na osteoporose: princípios e aplicações na prática clínica. Rev Paul Reumatol. 2025 jul-set;24(3):23-8. DOI: https://doi.org/10.46833/reumatologiasp.2025.24.3.23-28.
O autor não contou com apoio financeiro.
O autor declara não ter interesses associativos, comerciais, de propriedade ou financeiros que representem conflito de interesses nos produtos e empresas descritos neste artigo.
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