Fibromialgia juvenil
Resumo
Dor musculoesquelética é uma das principais queixas tanto na pediatria como na reumatologia pediátrica e dentre as causas podemos citar a fibromialgia juvenil (FMJ). A FMJ corresponde a um quadro de dor difusa crônica, associado a sintomas como fadiga, distúrbios do sono e, muitas vezes, distúrbios psicológicos como depressão e ansiedade. É mais frequente em meninas adolescentes brancas. Todo este quadro impacta nas atividades da vida diária, levando ao absenteísmo escolar e dificuldade em socialização. Vários fatores estão associados, como predisposição genética, distúrbios psicológicos e do sono, hipermobilidade e alteração da microbiota, mas sua base fisiopatológica é a sensibilização central. O diagnóstico é clínico, sem um biomarcador ou teste laboratorial específico. Existem critérios para classificação e, atualmente, questionários têm sido descritos para ajudar no diagnóstico. Há poucas evidências científicas para o tratamento da FMJ, mas ele deve ser individualizado com o objetivo de redução da dor, mas principalmente de melhora da qualidade de vida; orientação de hábito saudável (atividade física, alimentação balanceada), estratégias para o enfrentamento da dor, como terapia cognitivo-comportamental e mindfulness, e higiene do sono são o tratamento inicial. A abordagem farmacológica é mais bem definida no adulto e muitos medicamentos não têm aprovação ou evidência científica robusta na faixa etária pediátrica, com algumas medicações podendo ser usadas. Deve ser evitada a polifarmácia. É importante o diagnóstico precoce para que as intervenções/orientações sejam feitas para a melhora da qualidade de vida destes pacientes.
Unitermos
Fibromialgia juvenil; dor crônica; criança; adolescente; tratamento.Correspondência: Melissa Mariti Fraga, e-mail: [email protected].
Como citar este artigo: Fraga MM, Santos MC. Fibromialgia juvenil. Rev Paul Reumatol. 2024 out-dez;23(4):6-14. DOI: https://doi.org/10.46833/reumatologiasp.2024.23.4.6-14.
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