Editorial
Osteometabolismo
A osteoporose tem crescido muito na última década, seja em incidência, prevalência, no conhecimento sobre sua fisiopatologia, no desenvolvimento dos tratamentos ou nos custos, diretos e indiretos. O envelhecimento populacional explica parte deste fenômeno, mas a universalização do conhecimento médico sobre a doença e a conscientização das consequências devastadoras das fraturas por fragilidade colaboram para tornar a osteoporose uma das doenças protagonistas do mundo moderno.
Nesta edição da Revista Paulista de Reumatologia trouxemos uma abordagem prática e objetiva dessa doença osteometabólica.
Começaremos com uma abordagem pragmática do diagnóstico da osteoporose, bem como métodos e instrumentos para predizer o risco das fraturas, metodologias para estratificação de riscos e as bases para tomada de decisões.
Seguindo as abordagens mais modernas da medicina, alvos terapêuticos (os famosos “treat-to-target”) foram claramente propostos para o tratamento a fim de deixar fluxogramas protocolares simples e objetivos.
A famigerada osteoporose induzida por glicocorticoide (OPIG) não ficou de fora e foi feito um resumo de suas principais características, com abordagem do diagnóstico, prevenção e tratamento.
Os diagnósticos diferenciais mais importantes, a osteomalácea e as causas genéticas de fragilidade óssea, foram apresentadas de forma fluida e trazem para o médico a lembrança dessas importantes causas de fratura.
Terminamos este número com a densitometria óssea, o método mais importante no diagnóstico e seguimento da osteoporose, presente aqui com elementos essenciais a serem lembrados no dia a dia do médico em seu consultório.
Espero que gostem e utilizem os conhecimentos aqui contidos para sua prática diária nas doenças osteometabólicas.
André Marun Lyrio
Membro do Conselho Editorial
da Revista Paulista de Reumatologia
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