vol. 23, n. 3, jul./set. 2024
Editorial
Esclerose sistêmica
DOI: https://doi.org/10.46833/reumatologiasp.2024.23.3.5A Revista Paulista de Reumatologia adotou seu atual formato editorial em 2014. Neste formato, nós editores priorizamos uma área de interesse na reumatologia e dedicamos um número inteiro com diversos artigos que esmiuçam e nos atualizam sobre o referido tema.
No percorrer da última década, tivemos a oportunidade de revisitar diferentes temas de interesse ao reumatologista. Desde edições específicas de doenças reumatológicas voltadas para osteoartrite, síndrome antifosfolípide ou lúpus eritematoso sistêmico, ou edições nas quais as múltiplas interfaces da reumatologia com outras especialidades foram abordadas, por exemplo, manifestações oculares, risco cardiovascular ou pele na reumatologia, até edições voltadas ao profissional reumatologista e sua prática, como áreas de atuação e defesa profissional, foram publicadas. Todavia, nestes dez anos, não foi publicada uma edição de esclerose sistêmica (ES), o que até certo ponto era uma ocorrência plausível.
Voltemos ao longínquo ano de 2014, em tal momento, havia um ano da publicação dos atuais critérios de classificação de esclerose sistêmica e do primeiro guideline de ES da Sociedade Brasileira de Reumatologia. Um guideline que teve sua devida importância como documento de partida para a sistematização do tratamento da ES em âmbito nacional; porém, este era um guideline ainda incipiente, compilado sob o contexto da época, com recomendações de baixo nível de evidência e poucas medicações disponíveis para a ES.
Contudo, o decorrer do tempo entre 2014 e 2024 foi extremamente generoso e produtivo para a esclerose sistêmica. Nesse período, vimos a criação da classificação de very early systemic sclerosis, a ampliação do arsenal terapêutico com estudos randomizados e controlados do micofenolato, tocilizumabe, rituximabe e nintedanibe, melhorias na abordagem sistemática das diversas manifestações viscerais da ES, em especial, doença pulmonar intersticial, hipertensão pulmonar e acometimento cardíaco, todos estes convergindo para o melhor cuidado do paciente esclerodérmico. E para fechar com chave de ouro, o culminar dessa década temporalmente coincide com a publicação do segundo guideline de ES da Sociedade Brasileira de Reumatologia. Que década!
Então, finalmente, nos encontramos em um ponto plausível para a publicação de uma bela e completa edição da RPR voltada para a ES, com artigos que abordam as diversas manifestações da ES e terminam no sumário do novo guideline de tratamento da ES.
Nós, editores da RPR, desejamos ao leitor um excelente proveito com esta edição.
Cordialmente,
Lucas Victória de Oliveira Martins
Membro do Conselho Editorial
da Revista Paulista de Reumatologia.
Membro da Comissão de Esclerose Sistêmica
da Sociedade Brasileira de Reumatologia
Artigos
Doença pulmonar intersticial na esclerose sistêmica: investigação e diagnóstico
Fernanda Godinho de Amorim
Marcelo da Silva Macedo
Cristiane Kayser
Hipertensão pulmonar na esclerose sistêmica: investigação e diagnóstico
Ana Paula Luppino Assad
Rogerio Souza
Envolvimento cardíaco na esclerose sistêmica
Lucas Victória de Oliveira Martins
Fenômeno de Raynaud na esclerose sistêmica: investigação e diagnóstico
Cintia Zumstein Camargo
Envolvimento renal na esclerose sistêmica: investigação e diagnóstico
Marília Paula Souza dos Santos
Zoraida Sachetto
Alisson Pugliesi
Ana Paula Toledo Del Rio
Autoanticorpos específicos e associados na esclerose sistêmica: investigação e diagnóstico
Pedro Matos
Gerson D. Keppeke
Cristiane Kayser
Tratamento da esclerose sistêmica: atualizações e perspectivas
Cristiane Kayser
Percival D. Sampaio-Barros
Terapias celulares na esclerose sistêmica
Daniela Aparecida de Moraes
Maria Carolina de Oliveira Rodrigues
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